POESIA E PROSA

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PIRANDELLO

10/7/2009

"Cada objeto, em nós, costuma transformar-se consoante as imagens que evoca e agrupa, por assim dizer, em torno de si. Certamente, de um objeto podemos gostar também em si mesmo, pela diversidade das sensações agradáveis que suscita em nós numa percepção harmoniosa; mas, com bem maior freqüência, o prazer que um objeto nos proporciona não se encontra no objeto em si mesmo. A fantasia o embeleza, cingindo-o e quase que iluminando-o de imagens queridas. E, à nossa percepção, ele não mais se apresenta tal como é, mas como que animado pelas imagens que suscita em nós ou que os nossos hábitos lhe associam. No objeto, em suma, amamos o que nele pomos de nós mesmos, o acordo, a harmonia que estabelecemos entre ele e nós, a alma que ele adquire somente para nós e que é constituída das nossas lembranças."
 
 
Quem disse isso foi Pirandello, em seu "Seis Personagens à Procura de um Autor", mas não parece Psicanálise? Ou seria apenas "questão de vida"? Se assim for, então, de verdade, um charuto nunca será apenas um charuto, vai sempre ser o charuto que você vê! Boa tragada!

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