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PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI...DAS ELEIÇÕES

9/9/2010

A psicanálise já foi acusada de prepotente, entre outras coisas por botar o bedelho em tudo o que é da vida humana. Freud explica!

 

A começar por si mesmo – o pai da dita -, em seus muitos escritos ia insinuantemente dilatando o alcance da psicanálise, estendendo suas fronteiras de saber e invadindo searas alheias. Enveredou pela Sociologia, Política, Educação, extrapolou na Antropologia, nas Artes, na Teologia e por aí vai. Neste afã, foi inclusive acusado de distorcer análises, como as antropológicas – em Totem e Tabu -, para constituir  andaimes a mais para sua teoria. Um verdadeiro pai da horda.

 

E se até o pai fez, por quê não o faríamos nós? E neste momento, nas Eleições? Ainda mais agora que colocaram uma mãe no meio, além de uma aparente santa. Ao lado das duas, um homem vociferante, e que aparentemente uiva de medo de perder a luta para ser macho alfa, e passar para a história como o primeiro homem brasileiro a perder o Falus da Presidência para uma mulher.

 
E essa eleição só se salva por isso. De resto, uma pasmaceira sem fim. O único interesse latente é de que, tampando o nariz, tudo e seu féretro passem mais rápido.

 

Não é que sejamos um país de resolvidos e acomodados, longe disso. Acontece que vivemos uma conjunção de fatores paralisantes. A começar de que a Elite continuou elite e não soube nem fazer oposição ao governo, e nesse, a antiga oposição sindical e intelectual se aboletou no maquinário do estado, fez-se elite. Elites tupiniquins, coitados dos índios.

 

A  Mãe-do-Pac promete continuar o processo lulático. Ungida por ele, nossa pretensa madrasta promete-nos mais uma onda de prosperidade. E o “Panis et circenses” está com o ferro em brasa, satisfeito com sua potência. E o que aconteceu aparentemente foi simples: a avareza histórica da anterior elite brasileira é tamanha que precisou um operário subir ao poder e fazer o que já parecia óbvio: uma pequena distribuição de riqueza, migalhas com seu devido espetáculo, e daí uma sensação de alívio da miséria aos miseráveis, esperança e conforto para as classes médias. Na onda, ainda fez as burguesias mais ricas e nem desapontou os patrimonialistas.

 

Miráculo?! Como assim, multiplicou o pani&vino? Não, somente incrementou e tornou o mercado interno mais forte. E ainda conseguiu andar pelo mar das marolinhas. O apocalipse da crise mundial não veio e daí também um alívio redentor. Um Lula instintivo, sedutor e sortudo, que se acha e é achado como um semi-Deus. Embriagados de poder.

 

E tem a santa Marina, mãe da natureza. Esta sim, colocando na ordem do dia a urgência de se fazer um pacto com a grande e terrível mãe - natureza. Mas não passa dos dez por cento da preferência. Também - negritude evidente, mulher, origem camponesa, moralista em diversos aspectos - dificilmente seria sufragada num país como o Brasil. País visto e revisto por Roberto Freire e suas posições preconceituosas que nos desvendam.

 

Acompanhando os principais oponentes, excetuando uns aqui e outros acolá, uma matilha voraz corre desatinada para abocanhar o botim. Parece terem-se dado conta muito bem de que, desmedido, o "homem é o lobo do homem". Bem, do Congresso – um balcão de negócios - ninguém espera mais nada.

 

Xiii! Acho que confundi. Este texto está mais pra Marx, talvez do Groucho, do que pra Freud. Ah! Deixa isso pra lá. Freud  também explica.

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