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A MORTE DO HOMEM

70 anos da morte de Freud - 23/set/2009

Extraditado da Alemanha em março de 1938, em Londres Freud redigiu sua última obra escrita: "Moisés e o monoteísmo". Em setembro de 1939 seu último livro lido foi Peau de chagrin de Balzac e comentou com os familiares: "É exatamente disso que preciso, esse livro fala de definhamento e de morte por inanição".
 
Hoje, 23 de setembro, faz 70 anos que a "luz sombria", como  o chamou Theodor Adorno, apagou. Não daquela maneira suave e lenta de uma vela que queima até o fim, como deseja o Rubem Alves, mas com muita dor. Acometido por um câncer de maxilar que o acompanhou desde 1923, causando um arrastado sofrimento, Freud conclamou o amigo e médico Max Schur: "Você prometeu não me abandonar quando chegasse a  hora. Agora é só uma tortura sem sentido (...) Fale com Anna; se ela achar que está bem, vamos acabar com isso".

A eutanásia foi feita com morfina. Stefan Zweig, seu conterrâneo, disse: "Foi a sublime conclusão de uma vida sublime, uma morte memorável em meio à hecatombe daquela época mortífera. E quando nós, seus amigos, enterramos seu caixão, sabíamos que confiávamos à terra inglesa o que a nossa pátria tinha de melhor".  
 
Há 70 anos extinguiu-se a vela da vida de Freud. Sua criação, a Psicanálise, ainda tem muita lenha pra queimar.

COMENTÁRIOS:(1)

  • 24/10/2009 02:45:45
    Nome: LOREDANA
    Comentário: Como diria my brother: "Morto para vocês, filhos ingratos". Porque ele vive em meu coração...